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Excerpt for Café by , available in its entirety at Smashwords

Café

PUBLICADO POR

Pedro Moreira Nt

Copyright, 2019 by Pedro Moreira Nt.

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Produzido por Pedro Moreira Nt, através do smashwords

Copyright, 2019 por Pedro Moreira Nt

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Produzido por Pedro Moreira Nt, através do smashwords

Copyright, 2019 por Pedro Moreira Nt

First Edition 2019

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Café


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Pedro Moreira Nt


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First Edition 2019


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Apresentação


Antes de tudo Clara não é um nome árabe. O texto foi escrito pela manhã do dia 24 e tarde de 25 de outubro de 2004, hora do café.


É sobre casamento, sobre reprodução, e as performances e narrativas de vida que se faz para uma existência tardia, adoecida. Como tem um profundo psicológico de referência a esse tipo de casamento doente.


A peça refere-se à mulher contra o machismo e força masculina pela guerra. O sorriso e o café; subserviência.


Lago, cão, rato, rei, rainha, a festa, o café, o sorriso entrelaçam-se e contextualizam o enredo. Há um pouco disso tudo em cada parágrafo.


Obedecer e o ato comum de prover alguém do que deseja representa nada. O hábito, a lida constante em querer um comprometimento mais profundo morre no cotidiano, nas repetições e nas palavras. Elas não possuem força de profundidade. Em verdade, todos sabem que é uma história muito antiga.


Clara, a personagem frágil deste enredo (também frágil) é como notícia de jornal estampada na primeira página: a respeito da morte de alguém querido. Ela está sempre aguardando que alguém bata à porta, alguém a chame, que exijam sua presença. O marido está morto no jardim bebeu café envenenado. Bebeu da desobediência e da servilidade.


Quando Clara sente-se traída procura na primeira página o significado de traição e aí vê a outra - que está evidentemente na ordem do dia, na primeira página da vida de seu companheiro. O mundo evidentemente desaba, mas para ela, há um caminho litúrgico: o café e o sorriso.


O texto é como metáfora da vida de um casal triste, digo, de uma relação sem fins amorosos que leva tudo a ruína. Não estão presentes as discussões, os acontecimentos semi-velados que desapercebidamente entrelaçam os acontecimentos. O enredo é apenas nuançado de probabilidades. Clara pergunta se do lado de alguém existe esse alguém feminino e amoroso? Pergunta insistente; que não há resposta.


Essa mulher não possui outra coisa que não definição do que pensa ser amor, que não pode estar temperado ao café e mesmo não possui substância alguma nas palavras.


Não é mais conservadora de um desejo, daquele sorriso inicial da alegria, do amar simplesmente. Aquele amor tornou-se rato e roeu suas possibilidades, suas potencialidades, sua capacidade de independência.


Ela procura esse sorriso e ele não está mais em parte alguma, não encontra. A resignação, a amorosidade ferida fez desaparecer esse sorriso que obstinadamente procura seja em sua vida, ou em seus guardados.

Digamos assim: o amor esvaiu-se, desapareceu tornando-se um cadáver morto no jardim depois do café. Ela insiste em sorrir, mas, aquele de um dia verdadeiro, amoroso não existe mais. O rato roeu o rei e o sorriso.

De fato ela o mata feito rato pestilento que mal pode roer páginas de jornal. Ela o mata com aquilo que exige: café. Não tendo mais o sorriso, nem mais memória para faze-lo renascer novamente, basta portanto o fim, o fim que é a festa, o enterro, velório e a única profundidade ainda persistente.

Agora, se ele - o sujeito -, está morto de fato é outra coisa. Quem está livre de qualquer sorriso é ela.

Pedro Moreira Nt

Café

(Clara entra, discute com o invisível)


Clara — Então acredita que é só me arrumar e estarei preparada!


(Ela continua gesticulando como esquecesse de algo, tentasse dizer mais insistentemente e para)


— Como uma porta que se fecha, a vida esvazia-se a cada encontro.


(Ela responde)


— Estou tentando! Não vê?


(Clara tenta realizar os movimentos muito lentos e fala rápido)


— Claro que não vê, claro, a porta está fechada. Estou preparando-me, estou acordando as minhas cicatrizes frente ao espelho! Estou arrancando de mim todos os sortilégios que uma bruxa estática pode querer. Uma hora dessas! Ai! Uma hora dessas ao invés de lhe preparar café eu vou fazer o meu café. E ele vai se chamar Clara Café. Ficará no centro em um lugar alto com luzes brilhantes.


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